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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Relato de uma bailarina


02.05.2012
Primeira apresentação em escola do ano de 2012.
07:50 Chegamos, eu, Arthur e Monique ( agora está em Portugal) no Tablado (local onde acontece nossos ensaios,no prédio do Colegiado de Dança e de Teatro).
Arthur resolve confirmar(ligar) para o ônibus que iria nos transportar para a escola . Para variar tinha um “probleminha”, ou seja a CPS não havia sido feita. Segundo o Arthur a informação que haviam dado era de que a solicitação do transporte ser concretizada, necessitava o nome da escola e o endereço. A informação que eu tinha era contrária, só necessitava o horário, o dia e a localidade , neste caso, na própria cidade de Pelotas.
Já imaginou se depois de todo o trabalho não tivéssemos transporte? Me apavorei!
Quanta burocracia! Não tem como entender! Esperamos até quase nove horas da manhã pelo transporte.
No ônibus, pelo fato de nosso tempo ser curto,dali para frente íamos encaminhando alguns assuntos (e também enquanto esperávamos o ônibus)
Na chegada da escola mais dificuldades. A sala desorganizada e suja. As informações confusas. Tivemos que procurar vassouras tirar os entulhos e cadeiras. A escola, mais uma vez não se preparou para nos receber (num outro ano já havíamos ido lá). Em muitas escolas de Pelotas, os professores, alunos e funcionários não tem o hábito de assistir/compartilhar espetáculos de arte. Neste caso arte da dança. Ver essa arte como algo sério. Temos tanto trabalho...
Nem a professora que fez a oficina com o Tatá não estava presente. Além do mais o tempo que se perde arrumando a sala, procurando o som, vendo que turmas irão assistir o espetáculo, tudo isso cansa... perdemos tempo de trabalho com os alunos!
Pelas conversas com as crianças ,os professores não haviam trabalhado os textos que eu enviei.
Saímos depois das 12:00 horas do local. Carregar material, levar para o Tablado.
No caminho de volta, outra reunião no ônibus!
O clima não estava bom na apresentação. A energia estava “truncada”! Tinha algo apertado, fechado, as coisas não fluíam. O espaço pequeno, um número grande de atores-bailarinos. O público começou a sair no meio da apresentação.
A energia entre nós, colegas também estava estranha, Acho que tudo influenciou tudo.
Conclusão: faltou organização!
Não sei como fazer exatamente para que a coisa funcione melhor.
Nesta mesma data a noite enviei emails para professoras em Piratini –RS (não obtive respostas!) também enviei as fotos da manhã para serem publicadas aqui.

Gessi

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Relatos de professoras: Oficina em Candiota

Nessa última oficina, em Candiota, foi pedido para que as professoras escrevessem sobre a oficina, para que tivéssemos uma avaliação do nosso trabalho. Eis aqui, os relatos:


- Alegria
- Empolgação
- Troca de experiências e aprendizado
- Energias positivas
- Harmonia
- Leveza

Fátima Rios



 Descobertas, alegria, envolvimento, troca, diálogo, perspectiva, motivação, interação e muita emoção.

Amei.
Sandra Rosa


Movimento, ação, reação
são momentos de reflexão
Gostar, não gostar
Faz parte da vida

Enxergar este instante
Como ele é, de certa forma
Redescobrir
Reinventar
O seu papel no universo

Neste instante descobri
Que existo, que sou
um ser que faço
parte desta comunicação

Dança, arte, reflexão
Fizeram parte desta ação.

Rejane Monteiro


Foi positivo perceber erros e práticas que podem ser melhoradas. Nos trouxeram novas possibilidades e ânimo. Nos trouxeram a percepção e a reflexão sobre o quanto é importante o que fazemos, e todas as formas com as quais podemos nos comunicar.
Tenho certeza que ficamos muito gratas pelo que foi compartilhado, tanto no silêncio quanto no movimento.

Estela



Muito bom, aprendemos várias maneiras de trabalhar com a dança e como levar essas técnicas para a sala de aula. Foi muito importante trabalhar vários movimentos e a interação com o outro, expressando nossos sentimentos.
Parabéns a Alexandra e a Gessi por nos proporcionar esses momentos.

Amei.
Fernanda



quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A Segunda Reunião




Na semana passada o Grupo fez a segunda reunião, para discutir o que foi feito. Dessa vez a coreógrafa filmou e gravou as falas dos integrantes que falaram, falaram e falaram...









Os bailarinos fizeram ainda cadernos, e neles foram anotados tudo o que foi dito, para que então, a partir desse material, o grupo possa iniciar a pesquisa sobre o trabalho.




domingo, 7 de outubro de 2012

Os comentários

       A nossa página no facebook tem se tornado um espaço interessante para tomar conhecimento das percepções do público a respeito das oficinas e dos espetáculos. Ficamos gratos pelos comentários e pelas postagens!

Muito, mas muito obrigado aos meninos do Tatá - Núcleo de Dança-Teatro pela oficina incrível que ofereceram a mim e aos meus demais colegas do PIBID hoje. O bichinho do teatro que vive escondido em mim fez a festa! Termino o dia me sentindo infinito.
Júnior Ferreira

Experiência maravilhosa com o Tatá - Núcleo de Dança-Teatro! Momentos únicos, que me fizeram relembrar de muitas coisas e me redescobrir por meio da ARTE! Guris do Tatá, até a próxima! Gostei muito!
Eduarda Silva

Hoje tava muito bom lá no celegio SantaRita parabéns :D
Rodrigo Balbinoti

Vocês estão de parabéns, adorei a apresentação..!
Deidynieli Dutra
   



quinta-feira, 28 de junho de 2012

TATÁ abre as portas do Theatro São Pedro


Frequentar o Theatro São Pedro, seja em cena ou como espectador, é exercício de cidadania. Espaço que respeita o artista! Há todo o conforto para o público. Mas o acesso nem sempre é fácil.
No dia 08 de julho, as portas do São Pedro estarão abertas para todo cidadão! Um dos objetivos do Tatá é contribuir com o acesso à arte. Isto também significa acesso aos espaços em que o espetáculo aconteça com excelência, com todas as condições técnicas necessárias. O Theatro São Pedro tem história, faz história, e o desejo do Tatá é que, nesta história, não esteja incluída apenas a elite.
Na ação de abrir as portas do São Pedro, lembrei da música Santos do Morro, de Ana Maria Carvalho:

“meu São João abriu as portas do morro agora
a chave ele pediu para São Pedro
São Benedito fez café pras senhoras
Santo Antônio fez um casamento
e  São Gonçalo tocou a viola”

Maria Falkembach


segunda-feira, 18 de junho de 2012

"Lugar" pode se transformar em "ser"


Estou enviando esta música, pq agora estou com mania de artista, e o que não dá para dizer somente com as minhas p palavras, achei também um outro modo, as letras de músicas.
Ouçam, por favor, essa melodia simples, essa letra genial. o Jair Rodrigues com a Luciana qdo era ainda bem menininha... 
É assim que eu vejo o "Meu Grupo" hoje, verdadeiro, como  foram as palavras do público.
Nunca a palavra VERDADE foi tão intensa!
O André (meu sobrinho) disse várias vezes que não conseguia expressar em palavras o que ele sentiu. -"Eu não sei dizer tia! E assim mesmo, não conseguir dizer?"
Hoje o Higor se pronunciou como homem, como pelotense e como negro ( pq n é só a cor da pele que identifica um negro).
Essa apresentação é como se fechasse um ciclo, num momento histórico, pq muitos colegas ainda não conhecem a verdadeira Pelotas. A  de carne e osso, de gente que não tem acesso.
Por isso estar naquela casa é se posicionar, é dizer que não estamos acomodados, e se Pelotas tem cor, ela é NEGRA.
Nesse momento  em que alguns de nós irão  criar raizes em outros lugares, me atrevo a dizer que a vivência que tiveram aqui, vai influenciar em escolhas futuras.
O lugar que "somos" hoje, se chama Tatá. E "ser" ja´não depende mais de onde estamos. 
Nesses últimos dias estou aprendendo com um colega, que "lugar" pode se transformar em "ser", portanto longe ou perto "estamos" sempre tatás. independente do que nos separa.
Daqui a alguns dias seremos tatás italianos, portugueses...
Mais uma vez parabenizando a nossa coreógrafa louca: "Uma mulher que ousa sonhar!!!"

"... é a poesia batendo a porta de um sonhador!"
Gessi Konzgen

sábado, 16 de junho de 2012

Apresentação no Ficahí

Foto de Thamires Seus
      Hoje o Grupo TATÁ se apresentou no Clube Ficahí em Pelotas e a emoção tomou conta de todos. O grupo fez uma de suas ultimas apresentações do semestre em um clube que retrata bem a história do negro, assim como o espetáculo. Alguns alunos de escolas onde já nos apresentamos foram nos prestigiar no clube e agradecemos imensamente às palavras que nos escrevem e nos falam. É uma honra poder tocar as pessoas desta maneira, como nos relatam. 

    
     Acabo de chegar do clube Fica Ahí. Mais uma vez o pessoal incrível do Tatá arrancou lágrimas dos meus olhos. Fico impressionada com a facilidade que eles tem de emocionar o público. A cada movimento, a cada música e a cada expressão deles é um motivo a mais pra admirá-los. Não canso de dizer (e direi quantas vezes for preciso, sem cansar) que aquele grupo incrível é o que me incentiva mais e mais a fazer o que eu gosto e o que eu quero fazer a vida inteira. Vê-los defender com tanta garra, orgulho e satisfação artes tão perfeitas quanto é o teatro e a dança, e com isso irem cada vez mais longe me enche de orgulho. Obrigada por me incentivarem cada vez mais, mesmo que indiretamente, a seguir com isso. 
Thamires Seus


Pessoal do Tatá incrível como de costume. Cada movimento, cada expressão... Não consegui controlar as lágrimas... De novo, rs. Não existem palavras pra descrever o quão maravilhosos eles são, e o quanto eu os admiro. Espero ser igualzinha a eles quando eu crescer. Segunda vez que eu assisto o espetáculo e a emoção foi ainda maior. Passei a maior parte do tempo com o coração acelerado e os olhos marejados. Parabéns a todos esses bailarinos/atores maravilhosos! Ah, e é claro, queridíssimos como sempre. Cada abraço me deu ainda mais força e coragem de mergulhar nesse mundo. "Afinal... Eles são ou não são um grupo?" hihi :')
Lais Andrade



sexta-feira, 8 de junho de 2012

TATÁ na Escola Santa Rita


A Escola Santa Rita recebeu o espetáculo TATÁ dança Simões neste dia 06 de junho. Foi uma experiência nova este ano para o  grupo, estar sem a coreógrafa, Maria Falkembach, dando as orientações necessárias durante a conversa e a mostra de processo.  

Meus lindos Tatázets,
     Quero agradecer a todos hoje. Foi especial ver a mobilização de todos para que o espetáculo rolasse da melhor forma possível. Estar sem a Maria sempre é um desafio para todos nós. Para mim foi como se eu tivesse esquecido de alguma coisa e começasse a procurar desesperadamente. Meu coração, depois daquele momento de concentração começou a acelerar de uma maneira que eu desconhecia. Fiquei nervosaa, queria que tudo desse certo. 
Acredito muito que as coisas podem ir além do que imaginamos. E eu tenho certeza que essas atitudes que tomamos hoje, mostram que a gente é GRUPO sim, e não passamos a mão na cabeça de ninguém (como aprendemos a família é quem faz isso). O dia de hoje mostrou como a união faz mover tudo de forma mais fluida. 
Muitas coisas me chamaram a atenção hoje, algumas me deixaram um pouco chateada, outras muito feliz, mas ainda assim estou muito agradecida, pois tivemos um público maravilhoso que nos prestigiou e extasiou ao final, sumindo as palavras, as perguntas... MEXEU.

Alexandra Latuada 
A do som.
Manteiga derretida.
Fotógrafa de ultima hora.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

O grupo, a brisa...

Hoje, o dia perfeito (quando muitas coisas dão certo, não todas!) ao sermos recebidos na escola Santa Mônica, percebi que preciso me desarmar de alguns preconceitos. As pessoas não são iguais e não podemos generalizar.
      O carinho com que fomos recebidos, a gentileza dos alunos... isso faz diferença.
        E como nossa primeira secretária pediu para escrever...
       Ao não entender a pergunta de um aluno, que queria saber o que nos levava a fazer dança ou teatro, respondi o que me levava a estar no Grupo Tatá. Mas penso que as respostas são próximas. 
      Fiz uma comparação entre uma brisa e um vento forte (talvez de uma forma pretenciosa! Não sei.). Às vezes palavras não dizem tudo o que queremos dizer. Por isso procurei um exemplo que dissesse, o que estava sentindo.
   A brisa é algo suave, muito leve... que dependendo da situação, e de como estiver a  nossa receptividade, percebemos ou não. É assim que consigo definir o trabalho do grupo, como uma brisa muito suave, um toque sutil, que vai tomando conta aos poucos. E que muitos não se adaptam, como em qualquer trabalho.
       Por isso difícil explicar como é o grupo. Como é estar aqui. Nem sempre foi assim, mas hoje é mais fácil dizer dançando, porque só as palavras não dizem tudo.
       Por isso escolhi a imagem acima, da lua refletida nas águas da lagoa para exemplificar o que sinto.
    Gessi


        Relato da Primeira Bailarina sobre a apresentação na Escola Santa Mônica em Pelotas dia 04 de junho.
       

terça-feira, 5 de junho de 2012

Apresentação na Escola Santa Mônica


       Hoje o TATÁ se apresentou na Escola Santa Mônica em Pelotas. Ficamos encantados ao ver a disponibilidade e a recepção que os alunos tiveram com relação ao espetáculo. Mais encantados ainda, ficamos ao saber que alguns alunos do colégio, que participaram da nossa oficina, desenvolveram atividades com os outros alunos da escola, compartilhando o que haviam aprendido.                                                     
       Agradecemos muito o carinho com que fomos recebidos!

       Ao final do espetáculo conversamos com algumas alunas e uma delas nos escreveu:


Foi com certeza o momento mais incrível da minha vida. Sentir aquela música, absorver os movimentos daqueles corpos na minha frente. Foi indescritível. Revirei minha mente milhares de vezes durante aqueles cinquenta minutos procurando palavras para descrever aquele momento. Não encontrei nenhuma. É impossível por em palavras tudo que aquele espetáculo me fez sentir. Compartilho a ideia da primeira bailarina: "não tenho palavras, só consigo mostrar dançando". "E faz isso divinamente", completei mentalmente. Foi admirando-os que cheguei a uma conclusão: é aquilo que eu quero fazer durante toda a minha vida; é atuando e dançando que eu quero viver. Eu agradeço ao Tatá por ter me inspirado a tomar a minha decisão. Eu agradeço ao Higor Alencaragão de Carvalho por ter me encorajado a seguir em frente, mesmo sem saber o quão importante aquela lágrima que escorreu do rosto dele foi importante pra mim. Eu não me segurei. Eu chorei também, confesso. Não era eu no palco, mas o nervosismo, a emoção e a verdade daquilo tudo... Ah, isso eu senti também. Já me perguntaram que futuro o teatro poderia me proporcionar, e eu sempre digo com um sorriso no rosto que não sei, mas que não há nada no mundo capaz de me fazer tão feliz. Queria eu ter habilidade suficiente com as palavras pra dizer pra vocês a importância que vocês todos tem na minha vida. Queria que vocês soubessem como cada abraço que eu recebi foi maravilhoso e como me encheu de forças. Vocês não me conhecem, assim como eu não sei nem metade da história de vida de vocês, mas vocês são meus ídolos. A bagagem de vocês, tudo o que vocês já enfrentaram na vida estava ali, na frente de todos, pra quem quisesse se apropriar e tirar algo de bom. Foi o que eu fiz. Hoje eu não queria ir embora. Eu queria continuar perto de vocês... Só pra continuar sentindo aquela energia maravilhosa que o grupo de vocês passa. Obrigada a todos os bailarinos do Tatá. Aos que eu conheço e aos que eu ainda não tive oportunidade de conversar. Eu quero ser igualzinha a vocês quando eu crescer. Vocês fizeram parte do momento mais importante da minha vida. O momento em que eu tive coragem de admitir pra mim mesma que não é na medicina que eu quero viver. É na arte.

Laís Andrade 

domingo, 3 de junho de 2012

Do macro ao micro!


Dançar sempre foi algo que me colocou no mundo, “característica autóctone”, a expressão da dança me conduzia a lugares ermos do meu subconsciente, através dela eu resolvia questões, lacunas e reservas subjetivas, morais, éticas – questões de princípio. Um ritual diário necessário, mais do que cantar, atuar, falar e escrever; a dança me alcançava como algo divino, ou melhor, saudava o Deus que havia em mim através (por, entre, sobre) dela.  Mas isto foi antes, ainda faço uso sacro desta arte, porém tenho descoberto as facetas profissionais de algo tão etéreo e primitivo ao Homem.
Como superar limitações rítmicas? Como organizar diversos níveis de compreensão cênica? Como dosar as palavras diante da vaidade do artista e sua frágil visão sobre si mesmo? Como encarar inúmeras funções burocráticas, sendo que a única coisa que lhe importa é estar nos palcos? E a função didático-pedagógica de licenciados em dança e/ou teatro? Não preciso dissociar dança de teatro na construção da minha carreira ou em algum momento terei que optar? Como preservar meu corpo, instrumento de trabalho, diante das tentações da juventude?  Por que estou investindo nisto, já que poderia estar fazendo uma série de outras coisas? Esta é a escolha certa? O que quero afinal?
Minha mente é caótica assim mesmo! Não difere muito das demais que ao contemplar um espetáculo de dança tenta entender a visão do coreógrafo e acaba por construir a sua. Esta analogia é pertinente no que diz respeito aos operários da dança, os bailarinos; no meu caso, ator-bailarino. Dupla neurose!  Somos uma companhia em busca de uma linguagem artística ou um artista em busca de uma companhia com linguagem específica? O meu repertório contribui para o resultado final do trabalho, mas não me dá direitos autorais, porque essa arte só é virtuosa se nasce do coletivo, para o coletivo, entre coletivos, sobre coletivos e “através de”. Assim vamos entendendo o indivíduo, a nós mesmos, nosso grupo, papel e função nesta sociedade, meio, planeta, etc. Do macro ao micro!

Higor Alencaragão

terça-feira, 29 de maio de 2012

Ser ou não ser... um grupo

A questão sobre ser ou não ser... um grupo tem rondado nossos pensamentos e sonhos nestes últimos dias. Conversando com minha mãe sobre isso, ela me perguntou: vocês conhecem o texto sobre Ubuntu? Tá aí o texto.

Beijos,
Maria Falkembach.













           “A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Floripa (2006), nos presenteou com um caso de uma tribo na África chamada Ubuntu.
Ela  contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando  terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma brincadeira pras crianças, que achou ser inofensiva.
Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele  chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.
As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "Já!", instantaneamente todas   as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.
Elas simplesmente responderam: "Ubuntu, tio. Como uma de nós  poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?".
Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda  não havia compreendido, de verdade,a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?
Ubuntu significa: "Sou quem sou, porque somos todos nós!"”


sábado, 26 de maio de 2012

1º dia em Piratini

       Que experiência boa tivemos em Piratini-RS! Nesta primeira ida do grupo à cidade ficamos encantados com o carinho e atenção com que fomos recebidos! Foi também a primeira vez que nos apresentamos num C.T.G.. E apresentar a obra de João Simões Lopes Neto, escritor gaúcho que fala da cultura gaúcha em um lugar tipicamente gaúcho foi incrível! A ambientação criada com as luzes e a madeira do local tornou o espetáculo ainda mais rico. 
       Também tivemos uma experiência inovadora, que foi apresentar o TATÁ dança Simões em formato de arena. As crianças puderam ver de ângulos diversos a movimentação dos atores-dançarinos, que, como já é comum, se adaptaram ao local. Elas estavam muito receptivas ao espetáculo. Nossa coreógrafa, Maria Falkembach, observando a plateia, notou que as crianças se balançavam junto com os cavalos, e se envolviam com as cenas. Elas faziam observações valiosas das coisas que conseguiam identificar, e isto nos é importante, pois este tipo de recepção estimula a capacidade crítica.
       Monique Carvalho
     
     
 

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Sobre Piratini


Quero falar sobre os colegas Andressa e Denilson, o que, aliás, já fiz esta manhã no ensaio. Com toda essa função de ligar para as cidades, negociar com elas, algumas coisas perdemos, se não por falta de prática é por falta de tempo.
Na semana passada quando fomos a Piratini, ficaram faltando muitos acertos e que, sinceramente, ansiosa achei que não aconteceriam até esta semana.
No caminho de volta o Denilson vinha falando sobre voltar lá esta semana. O que eu achei que era fora da realidade. Pois bem, como haviam combinado essa semana voltaram, e se não tivessem voltado, o trabalho na cidade talvez ficasse comprometido.
Sei o quanto é cansativo essa viagem, essas eternas negociações, que as vezes nos tiram do sério.
 Por isso acho importante ficar registrado aqui, o trabalho da Andressa ( com aquela calma enorme...) e do Denilson que apesar de não falar muito, já é um "tatá" engajado. Não existe este ou aquele modo melhor de se fazer as coisas e sim, o modo de cada um. Nem sempre quando fizemos nosso trabalho de forma espalhafatosa ( como eu) é melhor ou pior.
Importante dizer que nem um dos dois tem bolsa.( no caso da Andressa está se encaminhando).
Talvez fosse mais fácil falar pessoalmente, ( na verdade nem sempre é ) mas   como os tempos são  cronometrados, as palavras são contadas  as vezes algo importante deixa de ser dito. 
Como ultimamente estamos reconfigurando a palavra "grupo"...
Tenho orgulho de estar trabalhando com colegas assim, que pensam primeiro no grupo e não no individual.
Gessi

domingo, 20 de maio de 2012

A 1ª reunião


       O TATÁ conseguiu dar uma pausa dos ensaios e tirar um dia para discutirmos o que foi feito até então. Como somos muitos a reunião rendeu e todos falaram, e falaram, e falaram.... E no fim, a notícia: Denise, a nossa Santa, vai nos deixar. Ela passou pelo programa Ciência sem Fronteiras para estudar um ano em Firenze, na Itália. O TATÁ vai virar internacional!


       A "nossa" Denise vai partir... por um tempo. Nossas vidas são assim, de encontros, desencontros, chegares e partidas. Não somos de lugar algum, mas de todos os lugares. Com ela vai um pouco de todos os Tatás. Na foto  a Denise está repassando o seu figurino para colega nova recém chegada. "-A bolsa não! A bolsa é minha! Pois é! A bolsa não Denise, porque a bolsa é única, a bolsa é Denise!! Linda!!!
Gessi Konzgen

sábado, 19 de maio de 2012

Oficina em Piratini




       No dia 17/05 os integrantes do Tatá, Gessi Konzgen, Denilson Cosseres e Andressa Bitencourt foram para Piratini acompanhados da Prof.ª Sílvia Wolf para ministrar a oficina do TATÁ de capacitação para professores na área da dança. Dessa vez as oficinas puderam contar também com o nosso material pedagógico que recém ficou pronto.

       
       Foto do pai da Andressa, Rogério. Obrigada pelo carinho com que me receberam! Acordaram cedo, prepararam a janta na noite anterior, prepararam o café... Se não passasse a noite lá, não teria condições de chegar a tempo para o ônibus de Piratini. São esses simples gestos que fazem a vida valer a pena.
Gessi Konzgen

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Compartilhando a experiência

       Depois de fazer o oficina "Da energia à ação" com Carlos Simioni do Lume Teatro, hoje eu tive a oportunidade, junto com o Arthur Malaspina e o Higor Alencaragão de compartilhar o que aprendemos com o grupo. 
       O foco era unir os conhecimentos adquiridos na oficina com os movimentos do espetáculo "TATÁ dança Simões", em especial o movimento dos gaiteiros, para que pudéssemos adquirir precisão e segurança ao fazê-los. Foi muito boa a experiência de conduzir os exercícios e ver os corpos ganhando presença e, como diria o Simi, expandindo. 


Monique Carvalho

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Escola Joaquim Duval

       Hoje (07/05) o Tatá se apresentou na escola Joaquim Duval em Pelotas e, como costumamos fazer, mudamos o espaço: o palco virou plateia e a sala se inverteu. Usamos pela terceira vez o nosso cenário confeccionado pelo professor de Artes visuais Chico Machado. Depois de muito tempo nos apresentando sem cenário, notamos o quão importante ele é. No ambiente escolar, muitas vezes, temos que nos  apresentar em salas de aula, onde ao fundo se encontram o quadro-negro, estantes, ou murais. Desse modo, fez-se necessário o nosso cenário, ajudando a criar o ambiente necessário ao espetáculo.
   


Depois do final de semana que rendeu boas reflexões, assistir os tatacretes dançando na escola Joaquim Duval, foi emocinante e maravilhoso. Apesar de todos os fatores externos que vem acontecendo, nós nos MOSTRAMOS GRUPO! Foi emocionante ver o Allan Correa dando o máximo de si para o espetáculo não ficar capenga! A emoção tomava conta de mim a cada momento, pois mesmo sem estar ali, com o figurino e tudo mais, me senti dançando junto com vocês.
Agradeço por estar sempre aprendendo com cada um de vocês, fico muito feliz de fazer parte deste grupo TaTá, deste modo de ser GRUPO como o Higor vem nos falando! 
Eu acredito muito em todos nós e penso que esse é só o início do caminho que estamos construindo! "Vida Longa ao TaTá" 
Um abraço bem apertado e carinhoso como gostamos de distribuir e de receber para cada um de vocês!
Alexandra Latuada

domingo, 6 de maio de 2012

Aquele abraço!

        Nesta sexta-feira, como em todas as apresentações em escolas, fizemos nosso aquecimento individual e depois em grupo, mas desta vez foi diferente. Além de olhar nos olhos um do outro e perceber as energias do momento, nos abraçamos. Não um abraço por abraçar, mas um abraço grade, envolvente, COLETIVO. Segundo as crianças, este foi um dos momentos mais bonitos.
      Todos unidos num único bloco cantando um dos nossos hinos: "Como pode um peixe vivo viver fora da água fria? Como poderei viver sem a tua companhia?" 
      
Nesses últimos dias, me perguntei se o TATÁ era mesmo um grupo, ou era apenas mais um discurso bonito que estamos nos acostumando a ouvir. Acreditei por algum tempo que a individualidade, essa sacana individualidade estava imperando no nosso coletivo. Hoje tive a prova, a prova derradeira que EU precisava para continuar a acreditar em tudo isso: Os abraços que eu recebi, as palavras de veludo, e os olhares de sensibilidade. Pensei, Meu sol, é muito bom ter um chão, um suporte, alguém que te suporta, te coloca na linha, te acaricia, te apoia, sabe te escutar; Estamos conectados com o fogo, com ideais, com dores, com alegrias e aplausos. Aquele abraço que eu, a Denise e mais alguns iniciamos hoje, não foi mera coincidência, nós precisávamos desse abraço, pois há algum tempo estamos sendo abarrotados com uma série de fatos que abalam a estrutura de todos nós. Precisamos mais desses abraços e momentos, pra que a gente relembre o verdadeiro sentido de tudo isso, que é viver bem, aproveitar a vida boa, ter sentimentos intensos e juntar tudo isso para entrar em sintonia com outro alguém. Aqui, neste momento só caem lagrimas, mas são lagrimas que estão gritando: Você está vivo.
Nosso TATÁ se enfeitou, a esperança germinou, tem muito amor pra todo lado.

Francesco


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Caro Arthur,



Um dia antes de apresentarmos o Tatá Dança Simões na Escola Padre Anchieta eis que o nosso Segundo Bailarino, como é carinhosamente chamado pelo grupo, anuncia que o médico lhe exigiu repouso e não pode se apresentar conosco esta manhã. O grupo sentiu.   


Tá todo mundo mandando e-mail dizendo que sentiu a falta do Arthur, de como é o ser grupo do tatá, então eu também vou deixar o meu registro sobre hoje.
Hoje o corpo do nosso segundo bailarino pediu água. As vezes acontece. A alma quer, o corpo quer, mas não aguenta e pede descanso. Eu não vi o sol no tatá hoje. O aluno que me pediu autógrafo (sim, até perguntou se eu era casada) veio me dizer no face que se emocionou muito comigo hoje no espetáculo, mas não foi comigo, foi com o grupo. Todos estavam sensibilizados, emocionados, abalados e o espetáculo estava nublado. Acho que vai ficar assim até a volta do Arthur. Não sei. Eu espero, do fundo do meu coração, que não apareça nada nessa ressonância, que o médico veja que não tem nada e que é apenas stress. E que segunda feira a primeira secretária nos diga isso com um imenso sorriso nos olhos. Ver a Mona hoje, com aqueles olhos tristes me entristeceu mais ainda. Lembrou a minha mãe me dizendo que tá preocupada e a minha irmã que cuidava de mim quando eu ficava doente, pra mama poder trabalhar. Me deixou mais aflita ainda porque senti a dor do Arthur, a impossibilidade de dançar quando se mais deseja. Sentir o abraço do Francesco hoje, com toda a dor da morte me fez ver tudo mais nublado ainda. O espetáculo estava nublado, o téu-téu não me ajudou a enxergar nada, nadinha.
Mas eu de minha parte tive que ignorar todos esses fatos e ministrar o terceiro e último módulo da oficina. E foi incrível. I N C R Í V E L. O pedido das professoras de que houvesse continuidade no trabalho, a maneira como elas se viram diferentes do que eram a três semanas atrás e o modo como elas compreendem dança, compreendem o próprio corpo e seus sentidos me fez chorar. Chorar apenas. Ouvi coisas essa semana que me fizeram repensar no grupo e nas minhas atitudes diante do grupo e eu cheguei a acreditar que eu estou errada, fora da casinha. Mas a maneira como elas me olharam nos olhos e me disseram que foi tudo maravilhoso, que eu fiz um trabalho digno modificou isso. Novamente, eu só consigo fazer o que faço, assumir as responsabilidades que assumo porque tenho vocês. Sim, porque a atitude de cada um de vocês me influencia e me faz repensar sobre quem eu sou e sobre as pessoas a minha volta. Eu não estou fora da casinha no tata, pelo contrário, depois de um ano eu encontrei a minha casinha em Pelotas. Ouvir de uma das alunas do colégio santa mônica que quer ser como eu, fazer um trabalho como o meu, só me assegurou na decisão de dançar, de ser professora e de ser integrante do tatá. Novamente, não foi eu que fiz essa oficina, fomos todos nós.
Eu agradeço a vocês, por me fazerem uma nova Letícia a cada dia, a cada encontro e a cada espetáculo. A Letícia de hoje é a mistura de todos vocês.

Letícia, a miss Tatá.


Arthur, meu querido e amado Macaco Chefe e Grupo !
        Hoje foi muito difícil dançar sem você, no início da apresentação já foi complicado conter a emoção, mas durante a apresentação principalmente nos momentos em que faço algumas cenas contigo, não consegui conter a emoção, estava tudo muito a flor da pele, e é neste momento que percebemos que pessoas especiais como você, faz muita falta e que você é muito importante para todos nós. Corporalmente você se fez ausente, mas estava muito presente em cada momento da nossa apresentação, em nossos corações e pensamentos.
      Admiro muito você, adoro rir contigo, fazer as nossas palhaçadas, e principalmente dividir o palco contigo, estou esperando ansiosamente que este momento acorra rapidamente, mas é claro que só depois que você estiver muito bem, se cuida. Eu também às vezes fico pensando sobre a questão de “Grupo”, e percebo que podemos dizer sim, bem alto para todos ouvirem, que somos sim um GRUPO, pois não existe grupo 100%, somos humanos, e, portanto somos diferentes, e com esta diversidade vai haver conflitos, divergências, mas sinceramente isso tudo é tão pequeno perto de todos os momentos maravilhosos que passamos juntos, de todas nossas conquistas, de todos nossos sonhos, de tudo, tudo. Então manifesto aqui a minha alegria de participar deste GRUPO maravilhoso que é o Tatá e agradecer a cada um de vocês, por estarem junto comigo dividindo estas experiências maravilhosas e enriquecedoras, que levarei sempre comigo nos escaninhos da memória...

Denise Anjos Azevedo, a Santa

Hoje foi dida da MINHA ESTRÉIA no Tatá - Núcleo de Dança-Teatro, aqui da UFPel.
        Queria deixar registrado aqui a minha alegria de estar nesse grupo tão divertido e unido que é o Tatá, e que depois de alguns imprevistos eu finalmente to com vocês!
        Agradecer também a receptividade do novo membro, que soy yo.
        Dizer pro Arthur Malaspina Jr o quanto ele fez falta hoje, mas que eu fiz de tudo que pude para tampar os buracos, e que mesmo não tendo nem a metade da qualidade que ele tem no papel, acho que a coisa funcionou.. Fica tranquilo amigo, descansa e se cuida. 

Allan Correia

Caro Arthur...
Eu de minha parte desprezo essa hernia de disco.
Queria te dizer, que você fez falta hoje, mas entendemos e te damos todo o apoio, afinal somos ou não somos um grupo?
       Dos meus verdadeiros casos sobre hernia de disco, posso contar muitos, um deles é que eu conheci um bailarino que recebeu um sinal divino, a curandeira deu a orientação, duas massagens na perna direita e um pouco de água benta. Eu vi, com esses que a terra há de comer e se me contassem eu nem acreditaria, o bailarino voltou a dançar e a hérnia se diluiu. Eu juro que tudo que eu falei aqui, palavra por palavra, é verdade.

Francesco D'Ávila

Meu 2º bailarino, mas primeiro no coração das tatacretes!
Acho que sua dedicação extrapolou as possibilidades do seu corpo, mas sua recuperação será meteórica, devido a arte ser placebo de seus devotos e você é um dos mais excelentes que conheci. Acho que seu talento se confunde com o Tatá e o Tatá nunca mais foi o mesmo desde sua chegada. Acho que algumas pessoas são capazes de fazer de suas próprias vidas um sucesso absoluto, mas sinceramente acho que tem algumas tão superiores que preferem captar o brilho de todos à volta e transluzir o brilho coletivo como um farol: você faz isso com tanta naturalidade, por isso és uma das minhas inspirações, meu garoto prodígio do interior! Acho que tantas vezes fostes meu sol, que nem a boitatá de todos os dias conseguiu ofuscar o brilho do seu bom humor, graça, sensibilidade, contagiando-me ao ponto de me trazer de volta ao grupo. 
     Acho que o abraço coletivo (citado no bate-papo com os alunos, como um dos momentos mais belos do espetáculo, isto porque enxergaram a verdade do nosso sentimento) hoje no aquecimento pré-apresentação emanou uma energia miraculosa que te atingirá em cheio e antes que a ansiedade, temores e tristeza possam te alcançar, voltará ao seu posto de estanceiro, macaco-chefe, etc. Nem quero imaginar tamanha dor deves ter sentido desde que começou a se queixar, mas nunca vou me esquecer quando me disseste que ela sumia sob o palco. Que dentro em breve eu possa ser tão divino maravilhoso como tu; quer dizer, em outra situação, pois no Tatá este é seu posto!

Higor Alencaragão