sexta-feira, 22 de julho de 2011
Inicia o projeto Tatá Dança Simões Vai à Escola
A realização do projeto financiado pelo PROCULTURA – Prefeitura de Pelotas, iniciou no dia 4 de julho, com a apresentação do espetáculo Tatá Dança Simões no Centro de Convivência do Bairro Navegantes. O evento reuniu cerca de 150 crianças e adolescentes.
| provavelmente os próximos alunos de dança do Bairro Navegantes |
| nossa avó |
| público atento, embora o frio |
| mostra do processo de criação - muitos casacos, muito frio |
| conversa com o público após a mostra de processo |
terça-feira, 28 de junho de 2011
A lenda boitatá... a escuridão... os nossos medos...
Questões provocadoras das ações corporais:
• Quais são os nossos medos?
• Quem é a nossa “boi tatá” hoje?
• O que é que come os nossos olhos e nos tira a luz?
Cada ator-bailarino foi provocado a lembrar de algum momento em que sentiu muito medo. Todos fecharam os olhos e deveriam mostrar como era esse medo nos seus corpos. As sensações corporais começam a tomar forma em cada movimento e não-movimento: pavor, procura por um abrigo e proteção, busca, dor, desespero, intensidade, tensão, contração abdominal, contração nas costas, contração das mãos e punhos, corpos trêmulos, corpos curvados, corpos assustados, todos afetados por algo forte que tomava conta e por vezes paralisava- era o medo vivido nos corpos, pelos corpos.
Maria, a coreógrafa, pede então que abram os olhos. E coloca: Como é esse novo olhar depois do medo que experimentaram há pouco? Percebam como estão os corpos de vocês. Quando a luz volta se deixem acolher e acolham. E agora? Como é esse novo olhar quando retorna a luz? Pensem como se cada um de vocês fosse agora um téu-téu que pudesse iluminar. O téu-téu é aquele que vê no escuro, ele vê muito além, ele é aquele que cuida do ninho de longe.
Ensaio de 01.06
por Catia Fernandes de Carvalho
Fragmento da Lenda de Simões Lopes Neto:
M'boitatá
Foi assim: num tempo muito antigo, muito, houve uma noite tão comprida que pareceu que nunca mais haveria luz do dia. Noite escura como breu, sem lume no céu, sem vento, sem serenada e sem rumores, sem cheiro dos pastos maduros nem das flores da mataria.
Os homens viveram abichornados, na tristeza dura; e porque churrasco não havia, não mais sopravam labaredas nos fogões e passavam comendo canjica insossa; os borralhos estavam se apagando e era preciso poupar os tições... Os olhos andavam tão enfarados da noite, que ficavam parados, horas e horas, olhando semver as brasas somente, porque as faíscas, que alegram, não saltavam, por falta do sopro forte de bocas contentes.
Naquela escuridão fechada nenhum tapejara seria capaz de cruzar pelos trilhos do campo, nenhum flete crioulo teria faro nem ouvido nem vista para abter na querência; até nem sorro daria no seu próprio rastro!
E a noite velha ia andando... ia andando...
Minto:
No meio do escuro e do silêncio morto, de vez em quando, ora duma banda ora doutra, de vez em quando uma cantiga forte, de bicho vivente, furava o ar: era o téu-téu ativo, que não dormia desde o entrar do último sol eque vigiava sempre, esperando a volta do sol novo, que devia vir e que tardava tanto já...
Só o téu-téu de vez em quando cantava; o seu - quero-quero! - tão claro, vindo de lá do fundo da escuridão, ia se aguentando a esperança dos homens, amontoados no redor avermelhado das brasas. Fora disto, tudo omais era silêncio; e de movimento, então, nem nada.
FONTE: Livro "Lendas do Sul" de J. Simões Lopes Neto. Editora Globo. 11a edição. 1983. disponível em: http://www.paginadogaucho.com.br/lend/mboi.htm
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memória dos ensaios
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Ensaio sobre o conto BATENDO ORELHA!...
Trabalhando um dos contos Gauchescos de J Simões Lopes Neto, sobre o homem e seu cavalo, mais precisamente sobre a doma deste cavalo, foi nos colocada a seguinte proposta pela coreógrafa:
- Pensem em algum momento de suas vidas em que algo ou alguém tentou domá-los.
A princípio parece sem propósito, embora esse trabalho seja norteado desta forma (pesquiza em cima do corpo=vida do bailarino) algumas falas tiradas dos textos e adaptadas, outras criadas a partir das histórias vividas pelo bailarino e o movimento vem a partir do que aquele assunto provoca no corpo de cada um.
Mesmo estando acostumada com este modo de compor, algumas questões ainda me pegam de surpresa.
Em que momento da vida me senti sendo domada. São tantas as situações que isso acontece que é díficil pensar em uma apenas.
Tínhamos que mostrar no corpo do colega o que pensamos. O material que havia em cena naquele momento para traduzirr a idéia pensada em ação para que os outros pudessem ver eram algumas cordas, saias, tecidos...
Então eu comecei a contar a minha história de alguns minutos, ou segundos talvez... e a chorar...
Não consegui contar exatamente o que acontecia na escola, porque não era isso que realmente importava, mas como eu me sentia,
então peguei uma saia grande cheia de babados e cobri o corpo do colega que estava sentado, deixando só o rosto de fora, na verdade queria que aparecesse apenas os olhos e o nariz. O resto tudo deveria estar escondido. Essa saia me podou muitas possibilidades.
Afinal de contas o que uma criança pobre e negra ( moreninha ) tem para ser aproveitada na escola.
Já se passaram muitos anos.
A saia que eu coloquei cobrindo o corpo do colega continua aí pelas escolas da vida, limitando e domando muitas oportunidades...
Gessi
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Causos de Hirina
A SUBIDA DA CADELA
Uma vez, na casa doamigo meu pai, eu mais o filho dele escutamos uns barulhos estranhos no quintal. Quando fomos procurar, descobrimos que eram choros; não de gente, mas de uns filhotinhos de cachorro que estavam do outro lado deum muro bem alto. Aí, vi que tinha uma cadelinhacorrendo pra lá e pra cá, toda agoniada, num desespero que só vendo. Ela parou por um segundo, virou pra nós dois com os olhos marejados etremeu os beiços, implorando por ajuda. Dava até pra escutar a voz dela, sério! Queria de qualquer maneira ficar perto dos seus filhotes que, não sei como, foram parar lá. O mesmo eu digo da cadela, porque apareceu do nada no quintal da casa. Mas é verdade, ela estava lá, sim! E o desespero era tamanho que o animal arranhava o muro pra tentar encontrar seus filhotes, mas de nada adiantava, pobrezinha...
Bom, ficamos sem saber o que fazer, porque não dava pra jogar a bicha por cima do muro. Então, como um sinal divino, senti um negócio dentro de mim que me fez olhar pelo ombro e ser atraída prauma escada que estava mais a frente. Ela até reluzia, gente. Era, mesmo, um sinal divino! É verdade! Aí, desviei o olhar e disse pro meu amigo: - Já sei! Vamos ensinar a cadela a subir a escada!
Mas não deu outra. Enquanto ele pegava a escada pra colocar no muro, eu fui logo tratando de ajeitar a cadela pra subida. E a bicha era tão esperta que entendeu tudo: foi logo se acalmando e se preparando pra subir. É verdade! Eu só disse que ia dar tudo certo e que logo estaria com seus filhotes. Ela escutou mais uma vez o choro deles, ficou na posição de guerra e acenou com o focinho, como se estivesse me dizendo que já estava pronta pra começar. E realmente estava. Sério.
Primeiro, coloquei as patas da bendita num degrau, pra ela sentir o jeito da coisa. Depois, levantei pata por pata, intercalando os degraus, pra mostrar como funcionava o esquema. E não é que a danada entendeu rapidinho? Não precisei mostrar mais que duas vezes que ela começou subir sozinha. É verdade! Degrau por degrau. E a bicha não desequilibrou uma vez sequer. Ficou firme e forte. Com olhar determinado pra chegar do outro lado. Parecia até que tinha nascido pra aquilo. Eu fiquei impressionada, sério. Uma cadela esperta daquelas, é coisa linda de se ver.
Quando estava chegandolá em cima, ela parou no último degrau e espiou seus filhotinhos que logo pararam de chorar; olhou pra mim quase derramando uma lágrima. Naquele momento, um agradável conforto tomou conta do lugar. Então, recompôs-se, respirou fundo, deu-nos as costas e, tão logo pudesse saltarem direção a sua cria, sumiu com leveza jamais vista.
Hirina Renner
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TaTá- Núcelo de Dança-Teatro da Universidade Federal de Pelotas- UFPel
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Tatá Dança Simões
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Confecção de Figurino
Os figurinos do Tatá estão sendo construídos através de roupas já prontas, utilizando a customização para transformar roupas simples em figurinos bem característicos. Além de disso, haverá acessórios e confecção de roupas viabilizadas com o recurso do projeto aprovado no programa Procultura.
Os figurinos foram pensados a partir de propostas da coordenadora- coreógrafa e intérpretes-bailarinos do Tatá, sendo estes colaboradores na criação e construção das peças. A concepção de criação está sendo baseada nas lendas do João Simões Lopes Neto e no músico regionalista Borguetinho.
Figurinos: Larissa Martins e Marcelo Silva
Auxiliares: Componentes do Tatá
Tatá no Dia Internacional da Dança em Pelotas
19:30 - "Aula Espeáculo" de Jazz com a Professora Male Klee (GRUD)
18:30 - aula “Espetáculo” de ballet clássico com a Escola de Ballet Dicléa Ferreira de Souza
MOSTRA DE GRUPOS (Espetáculos)
Data: 02 de maio de 2011
Horário: das 21:00 às 22:00
P R O G R A M A (ordem de apresentação)
1 – Ballet Dicléa Ferreira de Souza
Tema: Conserto nº 2 e Carmen (Pás de Deux)
Coreógrafos: Dicléa F. de Souza e Rubem Montes
2 – Cia. De Dança Afro Daniel Amaro
Tema: Fragmentos do espetáculo “Âmago”
3 – TaTá – Núcleo de Dança Teatro
Coreógrafa: Maria Falkembach
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Apresentações em 2011
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