terça-feira, 29 de maio de 2012

Ser ou não ser... um grupo

A questão sobre ser ou não ser... um grupo tem rondado nossos pensamentos e sonhos nestes últimos dias. Conversando com minha mãe sobre isso, ela me perguntou: vocês conhecem o texto sobre Ubuntu? Tá aí o texto.

Beijos,
Maria Falkembach.













           “A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Floripa (2006), nos presenteou com um caso de uma tribo na África chamada Ubuntu.
Ela  contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando  terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma brincadeira pras crianças, que achou ser inofensiva.
Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele  chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.
As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "Já!", instantaneamente todas   as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.
Elas simplesmente responderam: "Ubuntu, tio. Como uma de nós  poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?".
Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda  não havia compreendido, de verdade,a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?
Ubuntu significa: "Sou quem sou, porque somos todos nós!"”


sábado, 26 de maio de 2012

1º dia em Piratini

       Que experiência boa tivemos em Piratini-RS! Nesta primeira ida do grupo à cidade ficamos encantados com o carinho e atenção com que fomos recebidos! Foi também a primeira vez que nos apresentamos num C.T.G.. E apresentar a obra de João Simões Lopes Neto, escritor gaúcho que fala da cultura gaúcha em um lugar tipicamente gaúcho foi incrível! A ambientação criada com as luzes e a madeira do local tornou o espetáculo ainda mais rico. 
       Também tivemos uma experiência inovadora, que foi apresentar o TATÁ dança Simões em formato de arena. As crianças puderam ver de ângulos diversos a movimentação dos atores-dançarinos, que, como já é comum, se adaptaram ao local. Elas estavam muito receptivas ao espetáculo. Nossa coreógrafa, Maria Falkembach, observando a plateia, notou que as crianças se balançavam junto com os cavalos, e se envolviam com as cenas. Elas faziam observações valiosas das coisas que conseguiam identificar, e isto nos é importante, pois este tipo de recepção estimula a capacidade crítica.
       Monique Carvalho
     
     
 

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Sobre Piratini


Quero falar sobre os colegas Andressa e Denilson, o que, aliás, já fiz esta manhã no ensaio. Com toda essa função de ligar para as cidades, negociar com elas, algumas coisas perdemos, se não por falta de prática é por falta de tempo.
Na semana passada quando fomos a Piratini, ficaram faltando muitos acertos e que, sinceramente, ansiosa achei que não aconteceriam até esta semana.
No caminho de volta o Denilson vinha falando sobre voltar lá esta semana. O que eu achei que era fora da realidade. Pois bem, como haviam combinado essa semana voltaram, e se não tivessem voltado, o trabalho na cidade talvez ficasse comprometido.
Sei o quanto é cansativo essa viagem, essas eternas negociações, que as vezes nos tiram do sério.
 Por isso acho importante ficar registrado aqui, o trabalho da Andressa ( com aquela calma enorme...) e do Denilson que apesar de não falar muito, já é um "tatá" engajado. Não existe este ou aquele modo melhor de se fazer as coisas e sim, o modo de cada um. Nem sempre quando fizemos nosso trabalho de forma espalhafatosa ( como eu) é melhor ou pior.
Importante dizer que nem um dos dois tem bolsa.( no caso da Andressa está se encaminhando).
Talvez fosse mais fácil falar pessoalmente, ( na verdade nem sempre é ) mas   como os tempos são  cronometrados, as palavras são contadas  as vezes algo importante deixa de ser dito. 
Como ultimamente estamos reconfigurando a palavra "grupo"...
Tenho orgulho de estar trabalhando com colegas assim, que pensam primeiro no grupo e não no individual.
Gessi

domingo, 20 de maio de 2012

A 1ª reunião


       O TATÁ conseguiu dar uma pausa dos ensaios e tirar um dia para discutirmos o que foi feito até então. Como somos muitos a reunião rendeu e todos falaram, e falaram, e falaram.... E no fim, a notícia: Denise, a nossa Santa, vai nos deixar. Ela passou pelo programa Ciência sem Fronteiras para estudar um ano em Firenze, na Itália. O TATÁ vai virar internacional!


       A "nossa" Denise vai partir... por um tempo. Nossas vidas são assim, de encontros, desencontros, chegares e partidas. Não somos de lugar algum, mas de todos os lugares. Com ela vai um pouco de todos os Tatás. Na foto  a Denise está repassando o seu figurino para colega nova recém chegada. "-A bolsa não! A bolsa é minha! Pois é! A bolsa não Denise, porque a bolsa é única, a bolsa é Denise!! Linda!!!
Gessi Konzgen

sábado, 19 de maio de 2012

Oficina em Piratini




       No dia 17/05 os integrantes do Tatá, Gessi Konzgen, Denilson Cosseres e Andressa Bitencourt foram para Piratini acompanhados da Prof.ª Sílvia Wolf para ministrar a oficina do TATÁ de capacitação para professores na área da dança. Dessa vez as oficinas puderam contar também com o nosso material pedagógico que recém ficou pronto.

       
       Foto do pai da Andressa, Rogério. Obrigada pelo carinho com que me receberam! Acordaram cedo, prepararam a janta na noite anterior, prepararam o café... Se não passasse a noite lá, não teria condições de chegar a tempo para o ônibus de Piratini. São esses simples gestos que fazem a vida valer a pena.
Gessi Konzgen

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Compartilhando a experiência

       Depois de fazer o oficina "Da energia à ação" com Carlos Simioni do Lume Teatro, hoje eu tive a oportunidade, junto com o Arthur Malaspina e o Higor Alencaragão de compartilhar o que aprendemos com o grupo. 
       O foco era unir os conhecimentos adquiridos na oficina com os movimentos do espetáculo "TATÁ dança Simões", em especial o movimento dos gaiteiros, para que pudéssemos adquirir precisão e segurança ao fazê-los. Foi muito boa a experiência de conduzir os exercícios e ver os corpos ganhando presença e, como diria o Simi, expandindo. 


Monique Carvalho